Vamos tomar comprimidos para resolver problemas?

Vamos tomar comprimidos para resolver problemas?

Vamos tomar comprimidos para resolver problemas? 861 573 Ana Monção

CONFLITO E SINTOMA

Vamos tomar comprimidos para resolver problemas?

Há sinais, dentro de nós, que nos mostram que alguma coisa não vai bem. São os sintomas. Vamos tomar comprimidos? O sintoma atenua-se mas o problema regressa.
Se mudarmos por dentro, o problema solucionar-se-á. Ganhamos mais em conhecimento sobre nós próprios e, perante novas situações, conquistámos novos instrumentos para as resolver. É a diferença entre uma TERAPIA ORIENTADA PARA O SINTOMA e uma TERAPIA ORIENTADA PARA A PESSOA.

Nesta 3ª sessão do DIÁRIO DE UMA PSICOTERAPEUTA Vamos falar de conflito e sintoma.

No vídeo abaixo descreve-se o caso de um paciente  em conflito: sente raiva em relação aos seus pais mas acha, pensa, que deveria sentir amor e respeito por eles… o que não sente. Esse conflito – entre aquilo que sente realmente e aquilo que acha que deveria sentir – só gradualmente se tornará consciente durante a terapia.

Entretanto aparecem sinais desse conflito: o paciente tem a compulsão, isto é, o impulso que não consegue evitar, de verificar números, figuras…manifesta comportamentos obsessivos que estão a invadir a sua vida e dos quais não se consegue libertar, nem compreender.

Conforme vai expressando na terapia a sua raiva e também a sua vergonha por sentir essa raiva em relação aos pais, os sintomas desaparecem gradualmente.

Poderão perguntar-se: esta situação não se resolveria apenas com comprimidos?

Os comprimidos não são receitados por psicoterapeutas, são receitados por médicos psiquiatras ou médicos de clínica geral que ,por vezes, trabalham em colaboração com os psicoterapeutas. Esses comprimidos são receitados para atenuar sintomas e predispor o paciente a, com mais calma, poder analisar-se, falar de si próprio. Não resolvem o problema subjacente. Diminuem os sintomas mas não resolvem o problema que voltará, muitas das vezes, com outra roupagem.

Há que estabelecer uma diferença entre uma TERAPIA ORIENTADA PARA O SINTOMA – de curta duração, superficial e de efeitos pouco profundos e substanciais – de uma TERAPIA ORIENTADA PARA A PESSOA NO SEU TODO. Esta assenta numa relação interpessoal, com consequências profundas e duradouras ao nível da reorganização interna da pessoa. Neste caso podemos falar de uma verdadeira mudança.

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