Mudança terapêutica (3 – continuação)

Mudança terapêutica (3 – continuação)

Mudança terapêutica (3 – continuação) 1336 1069 Ana Monção

Na sequência dos estudos de Rogers e dentro do quadro da Abordagem Centrada na Pessoa e da Terapia Centrada no Cliente, vários investigadores se centraram na questão da mudança na personalidade durante a psicoterapia.

Raimy (1948) estudou a mudança no auto-conceito que definiu como “… the more or less organized perceptiv object resulting from present and past self-observation. Self-perception is a process which is more than an activation of internal and distance receptors. (…) there is in self-perception an organization which involves memorial and situational factors as well as the sense data themselves (…) we behave in accordance with our own perceptions even though the opinions of others and the urgencies of our biological make-up interact to influence our perception of ourselves” (Raimy 1948: 154, subl. meu). De acordo com esta investigação os clientes mudam de uma auto-avaliação predominantemente negativa, para uma avaliação predominantemente positiva do eu.

Curran (1945, “Personality Factors in Counseling” cit. in Vargas 1954: 156), por sua vez, encontrou uma correlação positiva entre a auto-exploração e o insight. Tanto os resultados dos estudos de Raimy como os de Curran foram confirmados por Snyder (1945) e Seeman (1949). De acordo com o estudo deste último, a categoria de resposta do cliente “declaração acerca do problema” tende a diminuir, enquanto que a categoria “declaração de insight e auto-compreensão” aumenta.

Scherer (1949) explorou uma variável do Eu — a auto-aceitação — que demonstrou estar correlacionada positivamente com a aceitação dos outros, isto é, quanto melhor se auto-aceita mais capacidade o indivíduo demonstra em aceitar os outros.

(continua)

(in Ana Monção (2001), Dissertação de Doutoramento)

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