Motivos para começar uma psicoterapia

Motivos para começar uma psicoterapia

Motivos para começar uma psicoterapia 1689 2439 Ana Monção

Diário de uma psicoterapeuta II

Os motivos para começar uma psicoterapia

Na sessão de hoje do Diário de uma psicoterapeuta reflectimos sobre duas das condições que nos podem levar à decisão de começar uma psicoterapia. Já atrás neste blog tínhamos iniciado esta reflexão.

São elas estar vulneráveis ou/e em conflito e que esse facto nos conduza a um grau significativo de mal-estar que comece a interferir no nosso bem estar quotidiano.

“Mas um dos barómetros importantes para sabermos se devemos ou não ir a uma psicoterapia é avaliarmos o nosso estado de satisfação e felicidade nas nossas vidas. É o que nos indica se devemos fazer alguma coisa contra isso e a favor do nosso bem estar.”

As pessoas que recebo no meu consultório não são doentes psiquiátricos, são pessoas comuns que num dado momento da vida se vêem confrontados com dilemas da existência humana – separações, morte, desemprego, escolhas amorosas, etc – , dilemas esses com os quais, naquele momento preciso, lhes é difícil lidar.

Por isso dizemos que a pessoa ESTÁ deprimida, ou ESTÁ ansiosa ao invés de dizermos que É deprimido (a)/ É ansioso(a). Enquanto terapeutas sabemos que é um estado transitório, não uma forma de ser, um sintoma que irá passando conforme o problema, seja ele qual for, se vai tornando mais claro para o paciente.

Uma das grandes descobertas dos meus pacientes, em particular os que fazem terapia de grupo, é a de que afinal todos partilhamos as mesmas preocupações e os mesmos dilemas. No início pensamos ser os únicos, ou os poucos, ou os estranhos, ou os diferentes. Nada de mais errado. Somos todos muito mais parecidos uns com os outros do que pensamos.

Na próxima sessão de Diário de uma psicoterapeuta, vamos analisar o MOTIVO da paciente Sophie para procurar o Dr. Paul Weston. Se puderem vejam na íntegra esta primeira sessão da série “In Treatment” (Em Terapia, na HBO, 1ª temporada, episódio 3) antes da nossa próxima conversa. Vamos analisá-la por dentro, com o olhar de uma psicoterapeuta.

Até lá, aqui seguem algumas reflexões:

%d bloggers like this: