Conteúdo, processo e relação em psicoterapia

Conteúdo, processo e relação em psicoterapia

Conteúdo, processo e relação em psicoterapia 1920 1080 Ana Monção

Conteúdo, processo e relação em psicoterapia

Que aparência tem na prática a terapia existencial? Para  responder a essa pergunta, é necessário atentar tanto ao “conteúdo” quanto ao “processo”, os dois principais aspectos do discurso terapêutico.

“Conteúdo” é simplesmente o que se diz — as palavras  faladas precisas, as questões substantivas abordadas. “Processo” refere-se a uma dimensão inteiramente diferente e imensamente  importante: o relacionamento interpessoal entre o paciente e o terapeuta. Quando perguntamos sobre o “processo” de uma  interação, queremos dizer: o que as palavras (e também o comportamento não-verbal) nos dizem sobre a natureza das relações entre as partes que participam da interação?

Se as minhas sessões terapêuticas fossem observadas, muitas  vezes o espectador poderia procurar em vão por longas discussões  explícitas sobre morte, liberdade, significado ou isolamento  existencial. Tal conteúdo existencial pode se evidenciar somente para alguns (mas não para todos os) pacientes, em alguns (mas não em todos os) estágios da terapia.

De fato, o terapeuta eficiente nunca  deveria tentar forçar uma discussão em nenhum terreno de  conteúdo: 

“A terapia não deve ser impulsionada pela teoria, mas sim pelo relacionamento.”

(Yrvin Yalom, psicoterapeuta)

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