A Abordagem Centrada na Pessoa e a Terapia Centrada no Cliente

A Abordagem Centrada na Pessoa e a Terapia Centrada no Cliente

A Abordagem Centrada na Pessoa e a Terapia Centrada no Cliente 220 292 Ana Monção

Conteúdo da Página

Na Terapia Centrada no Cliente considera-se que a mudança terapêutica está dependente de um conjunto de atitudes que o terapeuta traz para a relação, atitudes essas que devem caracterizar-se por um alto grau de constância durante o processo: o olhar incondicional positivo, a compreensão empática, a congruência e a não directividade. Para que a mudança ocorra no cliente é não só necessário a presença destas atitudes, mas também que o cliente se encontre em estado de vulnerabilidade e incongruência, e que seja capaz de as percepcionar como estando presentes durante o processo.
O olhar incondicional positivo refere-se à valorização e à aceitação do cliente independentemente dos seus comportamentos e valores pessoais, e à ausência de julgamento (positivo ou negativo) por parte do terapeuta.
A atitude de compreensão empática pressupõe uma capacidade em perceber, com precisão, o quadro de referências do cliente estando permanentemente sensível à mobilidade da sua vivência e às componentes emocionais e significados a ela associados.
A congruência designa a ausência de discrepância entre a vivência interna total do terapeuta e a sua comunicação externa Implica um máximo de unidade, totalidade ou integração do espectro total dos seus processos organísmicos, desdes os níveis fisiológicos aos conscientemente simbólicos. Implica igualmente que o terapeuta se sinta psicologicamente não ameaçado e aberto à consciência do que o cliente lhe está a comunicar, e que seja capaz de descriminar os seus próprios sentimentos e atitudes dos sentimentos e atitudes do Outro.
Por fim, a atitude não directiva é uma atitude não paternalista e não autoritária que assenta na crença de que o cliente tem capacidade de se auto-dirigir se lhe forem fornecidas as condições para tal. Esta atitude implica a intenção, que se reflecte na prática, de não conduzir, guiar, comandar ou controlar o cliente ou o próprio processo terapêutico — o locus de avaliação e de decisão é colocado nas mãos do cliente.

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